sou teimoso.
difícil. sou apegado à minhas convicções, vontades.
minha maneira de ver as coisas.
minha teimosia me ajuda as vezes.
persevero. insisto. sou decidido, luto, trabalho, suo e me sinto honrado com a conquista.
minha teimosia me atrapalha as vezes.
me cega. me faz arrogante. me faz repetir erros. repetir, repetir....
me faz orgulhoso, me faz não me permitir errar, ser gente....
insisto e persevero no erro. no caminho mais longo. mais tortuoso.
obstinado demais.
quero poder...
quero poder surtar.
quero poder ser inseguro.
quero poder somente....
sem ter que.... sem não poder isso.... sem não falar aquilo.
quero poder falar, mesmo errado.
quero poder somente...
ser eu.... sem ter que.... sem não poder...
quero poder ser negativo... sem acionar fantasmas.
quero poder ser frágil.
quero poder ser inseguro.
quero poder errar. sem acionar fanstasmas.
quero poder não querer fantasmas.
quero poder ter ciúme.
faz bem.
quero poder cuidar.
faz bem.
quero poder participar e estar junto.
só porque faz bem.
quero poder amar...
sem ter que acertar...
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1.21.2013
4.10.2012
sobre o espaço/tempo, os encontros e as nostalgias
minha vida transcorre devagarinho.... como estou acostumado. minha rotina, minha alimentação de 3 em 3 horas, minhas corridas e caminhas num aparelho de academia que não me levam pra lugar nenhum, suor, dor, fome, trânsito. meu mal humor rotineiro, minha vontade de amar e ser amado, minhas aulas de dança, minhas descobertas como professor, o movimento que me move o tempo todo.
quando chega a hora de outra viagem, me vem aquele desânimo, aquela preguiça, o stress que já antecipo.... vou arrumar minhas malas, de última hora como sempre.... viro noite sem dormir, fico ansioso, não consigo escolher que roupas levar, sempre coloco mais coisas do que preciso. e desta vez, me ocorreu, que em algum lugar, ou em vários lugares, tem alguém, fazendo a mesma coisa que eu, arrumando suas malas, esperando seus aviões, com suas expectativas, vontades, frustrações, conquistas, amigos, vida..... pego meu carro, vou até minha casa num bairro de periferia, me despeço de minha família... naquela rua que era de terra quando eu era criança, onde brinquei, cresci. que hoje é de asfalto esburacada, com esgoto vazando. mesmas paredes, lembranças, mudanças. eu, minha síntese, minha vida.... prestes a ser descolado, recortado, como várias outras pessoas, em vários lugares do mundo. espaços subitamente subtraídos. tempo subitamente encurtado.
o encontro com o novo, o diferente, a língua, a cultura. acabo sempre me animando, perdendo a preguiça, deixando o desânimo de lado. já é parte da minha vida, já me canso, já não me empolgo, mas ainda me alimento, cresço, aprendo, me modifico, a cada nova bolha. a cada nova dobra desse tempo espaço recortado, extraído, quase que abduzido do meu mundo/infância/identidade. aquilo que sou. a vida que tenho. na minha cidade. no meu país.
temperatura, cor, ar, hábitos. tudo diferente. tudo se intensifica num encontro potencializado. de emoções, aprendizados, experiências.
6 dias que valem 6 meses.
e a nostalgia e a saudade, as vezes parecem a de 6 anos.
e tão rápido quanto vieram, se vão, pra eu voltar pra minha vida que transcorre devagarinho.....
Marcadores:
descrições cotidianas,
diário
Local:
Goiânia - GO, Brasil
1.26.2012
sobre as reconciliações
se reconciliar com alguém, ou com uma situação mal resolvida não é algo fácil.
hoje foi um dia de reconciliações, reencontros... redescobertas... lembranças, nostalgias...
mas descobri que se reconciliar, é se apaziguar consigo próprio, antes de qualquer coisa, ou pessoa, ou situação.
tenho pensado muito ultimamente sobre essa questão da velocidade do tempo, do quanto as coisas têm parecido passar rápido, passar por nós sem que as percebamos. a velocidade. e sobre isso que muitos dizem que "o tempo cura", que "pra tudo o tempo resolve".
e no turbilhão, pessoas se perdem, se esvaem, se vão. e eu tenho essa tendência, de querer manter, correr atrás, reconciliar... reparar.
mas descobri que podem passar dias, meses, anos, décadas... o tempo não cura, não resolve, se você não se reconcilia consigo mesmo, se perdoa, se percebe nos seus limites, nos seus erros, se aceita. aceita sua condição, errante. é preciso crescer, é preciso se ver, é preciso se perceber, se entender. e se perdoar. ser generoso consigo próprio, com seu humano.
e daí sim olhar para outro, disposto, aberto para se deixar conquistar de novo, aberto para colocar o outro em perspectiva, desapegar... trazer leveza pra seguir em frente.
não se repara nada.... se aceita, se aprende, se perdoa e pede perdão, se absolve e se segue.
to muito feliz de ter descoberto todas essas coisas hoje.
de ter olhado para os reencontros, com possibilidades de transformação. sem as antigas vontades de retorno, de reviver algo que o tempo já deixou pra trás.
to muito feliz de estar conseguindo me ver e me olhar, com leveza, com humildade e generosidade. me descobrir calmo, com fé na capacidade do mundo de se organizar, e gentilmente trazer em seus ventos suas respostas sábias, seus singelos ensinamentos...
nesse sentido, o tempo se relativiza.... o tempo é nada se vc não se transforma.
Marcadores:
descrições cotidianas
Local:
São Paulo, Brasil
5.25.2011
1.09.2011
sobre a árvore
hoje chorei. hoje chorei uma pontinha do ano que se foi. hoje chorei tudo aqui dentro. um pouquinho de cada coisa.
chorei meus erros, meus equívocos, meus acertos, minhas dúvidas, meus medos.
queria poder ter chorado mais. queria poder chorar mais sempre. transbordar foi bom.
assisti ao filme "a árvore" que me tocou lá dentro. perto daquilo tudo que mantenho guardado, até pra mim mesmo. meus velhos anseios, vontades. a arte grande que me confunde e me move. vontade de ser grande, de ser poeta, de ser iluminadamente belo.
preciso retomar meus pensamentos, meu caminho de arte. quais os lugares que nos habitam? que imagens estão lá? que representações, metáforas usamos todos os dias de nossas vidas pra simplesmente seguir em frente? construímos casas todos os dias, meses, anos..... umas vão caindo... o vento leva.... pegamos tudo, colocamos em malas e seguimos. que simbologias carregamos? e quais escolhemos deixar? esquecer?
se pudesse, escolheria deixar aquelas que não gosto quando vejo fazendo parte de mim.... sendo egoísta, mesquinho... confuso. confuso com o espaço do outro, a casa do outro. a grandeza do outro. injusto.
é maravilhoso sentir essa inspiração, esse transbordar de vontades, sons, imagens, movimentos.
espero transformar tudo isso.... em ações duradouras. aproveitar meus aspirantes 26 anos que chegam pra direcionar toda essa energia pra construção. construção de estruturas, vigas, cuidadosamente pensadas e organizadas. construção de casas.... simbólicas, reais.
sou.
7.27.2010
sobre o que esperar
lindo! :)
Do que espero:
Sabe aquele dia de sol
em que tudo pára no seu brilho amarelado
em que tudo paira num calor aconchegado
quando virá eu não sei.
Sabe aquele tempo sem pressa
em que as coisas acontecem por si
em que os planos já não fazem sentido
quando virá eu não sei.
Sabe aquele sabor de fruta carnuda
que enche a boca de água e doçura
que cala a palavra mas provoca o gemido
quando virá eu não sei.
E sabe aquele sorriso
Às vezes entrega, às vezes abrigo
Intenso de cores num planeta íntimo
quando virá eu também não sei.
Mas sabe aquela torcida
Às vezes ansiosa, por vezes melancólica
Aquela que na vida fez suas apostas
Esta permanece aqui.
Do que espero:
Sabe aquele dia de sol
em que tudo pára no seu brilho amarelado
em que tudo paira num calor aconchegado
quando virá eu não sei.
Sabe aquele tempo sem pressa
em que as coisas acontecem por si
em que os planos já não fazem sentido
quando virá eu não sei.
Sabe aquele sabor de fruta carnuda
que enche a boca de água e doçura
que cala a palavra mas provoca o gemido
quando virá eu não sei.
E sabe aquele sorriso
Às vezes entrega, às vezes abrigo
Intenso de cores num planeta íntimo
quando virá eu também não sei.
Mas sabe aquela torcida
Às vezes ansiosa, por vezes melancólica
Aquela que na vida fez suas apostas
Esta permanece aqui.
7.01.2010
diário de bordo - bogotá/colômbia
MUITO.
é a palavra que descreve bogotá. um pouco a cidade mas um pouco também minhas sensações dessa viagem nos seus 6 dias de duração.
muito barulho, muito cansaço, muita cor, muito carro, muita gente, muito luxo, muita emoção, muita gratidão, muita constatação, muita realidade.
foram 6 dias com três apresentações do "só tinha de ser com você". o teatro era lindo! muito grande, bacana, palco ótimo. tinha acabado de ser reformado. os 3 dias contaram com a platéia quase cheia, e uma ótima recepção do público. bom que agora dançar o "só" já não é mais um bicho de 7 cabeças. hehehe. é sempre um espetáculo difícil, que exige muito, mas que já não me causa tanto nervoso e ansiedade. mais uma vez, procuro sempre descobrir outras coisas, outros movimentos, outros momentos no espetáculo. como bogotá fica a quase 3 mil metros de altitude o ar é muito mais rarefeito, portanto nos cansamos muito mais facilmente! essa foi uma das diferenças de dançar lá... em cada lado do palco, havia um botijão de oxigênio para respirarmos nos momentos mais críticos de falta de fôlego!
os dias foram então marcados por essa sensação de cansaço constante, peso e areia nos olhos, uma dor de cabeça funda e constante entre os olhos. tudo meio ofegante sempre. mesmo depois de já acostumados era só andar alguns quarteirões que a sensação já voltava.
uma das coisas bacanas dessa viagem é que teve um dia que saí sozinho. sem mais ninguém da cia. nem sempre isso é possível pois estamos sempre juntos, fazendo coisas juntos, dormindo juntos, tomando café juntos.... bom, eu sei que preciso desses momentos. só comigo. acho que preciso inclusive me esforçar mais para criar momentos assim, onde eu possa estar mais tranquilo, numa frequência de vibração mais baixa, com a oportunidade de me ouvir e me perceber mais. foi o passeio mais bacana que fiz, no meu tempo, na minha vontade. tirei minhas fotos, tomei café, tomei chuva.... fui aos museus, pontos históricos. só. e bem.
um outro momento assim foi quando visitamos a igreja monserrate. uma igreja que fica no topo de uma montanha ao redor de bogotá. o acesso é feito de bondinho ou "funicular" (uma espécie de trem que sobe montanha acima).... e lá, no alto, apesar de ter ido com outras pessoas, fiquei a maior parte do tempo sozinho. tive um momento muito especial, que não tinha a muito tempo, olhando bogotá inteira lá do alto, sentindo o vento, o frio, aquela sensação ofegante de falta de ar. me senti muito grato por estar ali, por ter aquela oportunidade, o privilégio de estar num lugar tão bonito, tão único! das montanhas acima, vinham nuvens negras, o tempo todo fechava e começava a choviscar. no momento seguinte abriam-se nuvens e raios de sol tomavam conta e iluminavam tudo. um lugar mágico. rezei, chorei e agradeci.
os museus lá também foram incríveis. visitei o museu do ouro, a casa da moeda e o museu botero! o botero sem dúvida foi o mais fascinante. além das obras dele, inconfundíveis, haviam diversas obras incríveis de artistas importantes de diferentes períodos. muito muito bacana! mais uma vez um privilégio.
saldo da viagem: preservar mais meus momentos, minha necessidade, meu tempo. fumar menos. me perceber mais. respeitar meu tempo, meus limites. ser mais sincero com minhas necessidades.
6.19.2010
sobre o agora
Shiver
So I look in your direction,
But you pay me no attention, do you?
I know you don't listen to me,
'Cause you say you see straight through me,
Don't you?
But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care
Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say
Don't you shiver
Don't you shiver
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you
So you know how much I need you,
But you never even see me do you?
And is this my final chance of getting you?
But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care, if you care.
Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say...
Don't you shiver
Don't you shiver,
I sing it loud and clear
I'll always be waiting for you.
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
For you, I will always be waiting
And it's you I see,
But you don't see me
And its you, I hear,
So loud and so clear
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you
So I look in your direction,
But you pay me no attention,
And you know how much I need you
But you never even see me
So I look in your direction,
But you pay me no attention, do you?
I know you don't listen to me,
'Cause you say you see straight through me,
Don't you?
But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care
Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say
Don't you shiver
Don't you shiver
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you
So you know how much I need you,
But you never even see me do you?
And is this my final chance of getting you?
But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care, if you care.
Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say...
Don't you shiver
Don't you shiver,
I sing it loud and clear
I'll always be waiting for you.
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
For you, I will always be waiting
And it's you I see,
But you don't see me
And its you, I hear,
So loud and so clear
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you
So I look in your direction,
But you pay me no attention,
And you know how much I need you
But you never even see me
(Coldplay)
6.15.2010
sobre o instante
Não quero que você me coma
Não quero que você me engula
Não quero que você me acorde
Não quero que você me durma
Não quero que você me assista
Não quero que você me assuma
Não quero que você me corte
Não quero que você me inclua
Eu só quero um segundo teu
E um segundo meu
Um instante de dois
Sem mais, nem pra depois eu te dizer
Que eu te amo não
Te amo demais para ser prisão
De dois
Amor
(Cibelle)
Não quero que você me engula
Não quero que você me acorde
Não quero que você me durma
Não quero que você me assista
Não quero que você me assuma
Não quero que você me corte
Não quero que você me inclua
Eu só quero um segundo teu
E um segundo meu
Um instante de dois
Sem mais, nem pra depois eu te dizer
Que eu te amo não
Te amo demais para ser prisão
De dois
Amor
(Cibelle)
6.11.2010
diário de bordo - rio verde e quirinópolis/GO
essa é a segunda vez que fazemos uma turnê pelo interior do estado. desta vez, a turnê está maior, com mais cidades e mais apresentações. é uma experiência rica no sentido do quanto entro em contato com questões diversas da minha realidade cultural, do estado afinal onde não nasci mas onde cresci e fui criado desde os 5 anos de idade.
coisas que chamam a atenção...
primeiro a carência de cultura que é generalizada. é gritante a ausência de referências, experiências com o objeto artístico. nas cidades menores então (que é o caso de rio verde e principalmente quirinópolis) isso é alarmante. daí temos duas reações diversas muito presentes: o estranhamento (até mesmo aversão) e o maravilhamento. a mais gratificante claro, é a expressão de encantamento do público, frente algo que para eles simplesmente não faziam idéia de que existia. mais uma vez voltam aqueles velhos questionamentos sobre a função da arte, seu poder de transformação, sua capacidade de despertar diferentes realidades, modificar os contextos onde se insere.... questões profundas.... de fato não tenho acreditado na arte como força de transformação social, porém a força do entusiasmo nas pessoas que ficam até o final, esperando para falar conosco, nos dizer o quanto foi importante para elas aquele instante, aquele momento de deslocamento de suas realidades é algo que no mínimo me faz refletir...
interessante pois o espetáculo que trouxemos desta vez para o interior é o "por instantes de felicidade" que questiona justamente coisas do tipo..... instantes, momentos que de tão singulares, duram pouco.... evaporam-se..... viram lembranças....
aliás, um espetáculo super bacana de dançar. super livre, solto, proporciona uma sensação de leveza em cena, tudo muito espontâneo.... mais um ponto positivo de estar numa cia com um repertório vasto e variado. diferente possibilidades de contato com o movimento e com a cena.
segunda coisa que chama muito atenção...
o lado ruim da realidade cultural do interior do estado. hoje, fizemos duas sessões especiais do espetáculo para crianças e adolescentes de escolas públicas da cidade. enquanto esperávamos o espetáculo começar as crianças já estavam na platéia e no teatro tocava música sertaneja com música ambiente. de repente, todas as crianças (máximo 7 anos de idade) começaram a cantar a música e todas conheciam inteiramente a letra da canção! não é algo contra a música sertaneja em si, mas esse episódio me fez refletir sobre o que é ser criança numa cidade como essa e crescer formando sua personalidade com referências herdadas de uma sociedade patriarcal e machista. coisas difíceis de se julgar..... conversando com uma amiga sobre isso ela me lembrou que existem muitas coisas boas para crianças que crescem no interior em relação àquelas que crescem nas cidades enlouquecidas pelo cotidiano de consumo onde também todas as referências presentes em sua formação estão deturpadas... perdas e ganhos.... como tudo na vida.
em rio verde fizemos apenas uma apresentação. aqui em quirinópolis começamos hoje e vamos até segunda. depois seguimos para jataí e mineiros.
o difícil é achar o que fazer nessa cidade minúscula..... ;) hoje arriscamos ir numa festa junina. fiquei animado pois achei que ia ter doces típicos mas nem pé de moleque tinha!!!! as quadrilhas eram com roupas verde e amarela inspiradas na copa ou com músicas de funk...... é...... nem o interior escapou.
interessante pois o espetáculo que trouxemos desta vez para o interior é o "por instantes de felicidade" que questiona justamente coisas do tipo..... instantes, momentos que de tão singulares, duram pouco.... evaporam-se..... viram lembranças....
aliás, um espetáculo super bacana de dançar. super livre, solto, proporciona uma sensação de leveza em cena, tudo muito espontâneo.... mais um ponto positivo de estar numa cia com um repertório vasto e variado. diferente possibilidades de contato com o movimento e com a cena.
segunda coisa que chama muito atenção...
o lado ruim da realidade cultural do interior do estado. hoje, fizemos duas sessões especiais do espetáculo para crianças e adolescentes de escolas públicas da cidade. enquanto esperávamos o espetáculo começar as crianças já estavam na platéia e no teatro tocava música sertaneja com música ambiente. de repente, todas as crianças (máximo 7 anos de idade) começaram a cantar a música e todas conheciam inteiramente a letra da canção! não é algo contra a música sertaneja em si, mas esse episódio me fez refletir sobre o que é ser criança numa cidade como essa e crescer formando sua personalidade com referências herdadas de uma sociedade patriarcal e machista. coisas difíceis de se julgar..... conversando com uma amiga sobre isso ela me lembrou que existem muitas coisas boas para crianças que crescem no interior em relação àquelas que crescem nas cidades enlouquecidas pelo cotidiano de consumo onde também todas as referências presentes em sua formação estão deturpadas... perdas e ganhos.... como tudo na vida.
em rio verde fizemos apenas uma apresentação. aqui em quirinópolis começamos hoje e vamos até segunda. depois seguimos para jataí e mineiros.
o difícil é achar o que fazer nessa cidade minúscula..... ;) hoje arriscamos ir numa festa junina. fiquei animado pois achei que ia ter doces típicos mas nem pé de moleque tinha!!!! as quadrilhas eram com roupas verde e amarela inspiradas na copa ou com músicas de funk...... é...... nem o interior escapou.
6.06.2010
sobre ser babá por um dia
numa dessas viagens aí, ficamos de cuidar do filho de uma de nossas companheiras de trabalho, que estava na viagem com a gente. ela teve que dar uma oficina pela cia e não tinha com quem deixá-lo. foi uma experiência bacaníssima! :) hehehe! mas o melhor, foi a lista de recomendações que ela deixou com a gente para o período que ficaríamos com ele.... foi apenas uma manhã mas a lista é muito engraçada! hehehehe! então transcrevi ela abaixo. conselhos de uma mãe experiente... hehehe!
olá!
. existem mais roupas na mala branca do théo, se precisar.
. na mochila preta de rodinhas estão os brinquedos e 2 mudas de roupas (1 versão mais colorida e outra mais para frio...) por favor, levar a mochila de rodinhas preta e a mochila de "monstro" (onde estão os lanches do théo).
. na mala branca tem uma bolsinha preta, com medicamentos se houver necessidade (seguir bula, théo = 20kg)
. não precisa dar banho, só se ele se sujar muito (as coisas para banho estão em cima do frigobar no meu quarto).
. ele está com o nariz um pouco entupido: tem um spray de soro fisiológico, pode de vez em quando espirrar 1x em cada narina e depois fazer ele assoar o nariz (tem uma fraldinha junto para isso).
. vou deixar um vidro de sorine junto (dentro tem soro fisiológico). por favor, peça para ele deitar e pode colocar um tubinho cheio de soro em cada narina. peça para ele engolir, espere alguns segundos para ele levantar e depois pode assoar o nariz (ele sempre reclama disso, mas é para eliminar catarros na garganta e evitar infecção de ouvido e de garganta, portanto, um "mal necessário"... não se abalem se ele chorar um pouco, isso não dói. é que ele não gosta... qualquer coisa peça para ele fazer o mesmo em vocês...
. se der, faça um lanchinho de pão com queijo no café para mais tarde, pois não sei que horas vamos almoçar.
. não esqueçam de fazer ele comer primeiro as frutas de manhã (mas se ele não aceitar tudo bem, não se desesperem...), só evitem os embutidos mais gordurosos.
. ultimamente ele não está pedindo para fazer xixi, mas é bom lembrá-lo e lembrá-lo de balançar bem o pipiu e lavar as mãos (depois tem que verificar se não pingou na privada...)
. se ele quiser fazer cocô, dêem uma coisa (bolsa...) para apoiar os pés e um livrinho se ele quiser. só não deixem ele cair no vaso!! :)
. tem lenço umidecido na mochila preta, junto com os soros, no bolsinho menor de cima e com a escova de dente. pode por pouca pasta e deixar ele escovar, imitando alguém escovando na frente dele (não esquecer de escovar a língua!!).
acho que é isso... qualquer coisa me liguem.
obrigado MESMO!
beijo e até mais.
6.02.2010
e mais uma vez, sampasville sunsfield
uma das idéias principais de passar esses dias de folga em samba era descansar. ficar quieto. dentro de casa. lendo. refletindo. centrando minha energia. pois com tantas idas e vindas, esse fluxo constante, parece que as coisas ficam simplesmente soltas de mais, espalhadas demais. em goiânia, por mais que esteja de folga, eu não me sinto desconectado, acho que por a quasar ser lá e nunca ter nada para fazer, acabamos indo sempre nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas (as que viajo)….. fica sempre um incômodo, uma agitação interna quando fico lá "atoa". mas não consegui totalmente esse "retiro" de isolamento em samba pois tem tanta coisa interessantíssima para fazer sempre que acabei batendo perna praticamente todo dia! bom, isso acabou não sendo um problema em si pois mesmo fazendo mil coisas o dia inteiro, de certa forma, me desconectei um pouco. queria muito isso também pois a partir de hoje, voltando ao trabalho, retomamos a maratona de viagens e isso só vai acabar em agosto. literalmente, vão ser raríssimos meus dias de folga até lá….. e consequentemente minhas chances de descanso físico e mental (principalmente).
então é isso, acaba que vira e mexe estou de volta em sampa. e a cada vez que venho ressignifico mais os lugares, as sensações. aconteceu uma coisa interessante dessa vez que foi uma sensação de leveza com os espaços, lugares e sentimentos. sempre que voltava, eu carregaaaava de nostalgias e sentimentos, saudades. acho que numa necessidade mesmo de retomar a realidade de quando eu morei lá, antes de vir pra goiânia. dessa vez, os lugares pareciam quase frios pra mim. acho que um pouco por eu já ter morado lá e ido tantas vezes, já são tantas lembranças e experiências em relação à um mesmo lugar que ele acaba perdendo um significado "especial", único….. são tantas…… que todas ficam meio iguais. vejo isso como uma coisa boa na verdade…. acho que significa que eu mudei, transformei as sensações até porque muitas delas eram lembranças ruins.
então rolou de tudo, exposição, cinema, bar, show de jazz, comidas e cafés deliciosos, danças, reencontros com pessoas queridas… é absurda a facilidade de se achar algo interessante pra se fazer lá em relação à goiânia. simplesmente não dá pra comparar. e são paulo é isso, ir pra passar a folga é perfeito, morar é o inferno!
uma coisa ótima que aconteceu foi uma noite caminhando pela augusta indo pra casa de um amigo, no meio de uma multidão de gente, encontrei "por acaso" uma amiga queridíssima da época de faculdade. é incrível como sempre acontece algo parecido com isso sempre que vou para sampa!!! foi uma delícia nosso encontro! tomamos um lanche juntos, conversamos…. e já está rolando dizer "ha, encontrei uma amiga da época da faculdade"…. hehehehe. parece que foi ontem. ok, não faz mesmo tanto tempo assim mas que é estranho é.
então foram ainda dias intensos e não tão calmos quanto eu tinha inicialmente imaginado. mas importantes. a cabeça deu uma tranqüilizada o coração foi confortado e na segunda já embarquei direto pro ensaio em goiânia. sem tempo pra respirar.
qua.26.mai.2010
- cheguei de floripa, carona do aeroporto para casa, sono a tarde inteira, jantar, reencontro
qui.27.mai.2010
- acordei, preguiça, café
- frio, ônibus demorado, nova estação sacomã
- dermato, verruga, receita cara
- horas no orelhão, plano de saúde ineficiente
- almoço como antigamente, caminhada, paulista (a boa e velha)
- cinto novo, exposição ruim no seis, cacau show, capuccino (!!!!!)
- livraria cultura, coxinha, caminhada até a sé, jantar como antigamente, samba no teatro fábrica (nostalgias diversas), show de jazz, mal-humor de leve e sono
sex.28.mai.2010
- acordei, café, fiz almoço
- carona, a pé até estação santos/imigrantes, outra dermato em perdizes
- nitrogênio liquido, dor, farmácia, band-aid do tom e jerry
- caminhada por perdizes, cheese cake de frutas vermelhas (!!!!!), cappuccino
- pôr do sol na ida para o shopping bourbon
- cinema: "em teu nome"
- visita kanselumuka, macarrão à bolonhesa, nostalgias diversas
- dirigi para casa, sono tranquilo
sáb.29.mai.2010
- acordei, sono bom, carinho e café
- estação pinacoteca: memorial da resistência
- almoço em um PF no bom retiro
- pinacoteca a tarde toda, museu, museu
- parque da luz, franz café, estação sé, leitura
- centro cultural são paulo, 2 danças, uma boa com saudades e reencontros, outra ruim
- augusta, encontro incrível com sá no meio da rua, lanche gostoso, conversa gostosa
- casa lekuanditala com muitas balas haribo
dom.30.mai.2010
- dia todo em casa, descansando, fazendo almoço, pensando em tudo isso de tantas coisas
- esfihas, sorvete derretido do mac, sono
seg.31.mai.2010
- volta para goiânia pela manhã direto para o ensaio.
5.31.2010
diario de bordo - florianópolis
deixamos presidente prudente numa tarde nublada. chegamos em florianópolis só de noite pois o vôo tinha conexão por são paulo. uma van nos levou para o hotel mas eu e valeska só passamos rapidamente por lá, deixamos as malas, e já fomos para uma emissora de TV para participação ao vivo num programa. depois de uma longa espera, participamos da entrevista que não deve ter durado nem 15 minutos. o bacana desse "passeio" foi que a emissora ficava num ponto bem alto da ilha, e de lá dava para ter uma visão incrível de toda floripa, completamente iluminada, a famosa ponte…
fomos jantar num bufê de sopas! uma delícia….. hotel, computador, o de sempre…
no dia seguinte saí para dar uma volta pela manhã na cidade. após o café. esta foi a segunda vez que eu fui em floripa. então, assim como marília, vieram algumas lembranças, dos lugares onde estive, e das coisas que estava vivendo. nossa, como as coisas mudaram….. rápido. sem que eu percebesse totalmente como e onde e porquê…
no shopping (o mesmo que já tinha ido da outra vez) comprei um livro que já queria comprar a muito tempo e não sei porque ainda não tinha comprado. "corpo" do drummond. maravilhosas poesias, de alguma forma relacionadas com esse nosso invólucro do qual não nos separamos nunca. com certeza vou colocar algumas aqui.
hotel, almoço, cappuccino, descanso micro, ida para o teatro. super bacana o teatro, um alívio depois das duas apresentações na virada cultural. nossa, como foram complicadas, atropeladas. fico pensando sobre a real função e alcance de um evento como esse… até que ponto ele cumpre sua função de "levar a arte para as pessoas"… na verdade para o maior número possível de pessoas e foda-se o resto. não importa muito as condições, não importa muito o "como". as vezes parece que é só pra fazer estatísticas…. cultura para o povo (?).
em floripa a apresentação foi bacana mas não foi a melhoooooor que eu já fiz do ´céu na boca´. uma ciosinha aqui e ali que não sai do jeito perfeito parece que já compromete. mais uma vez cansaço, pelo desgaste do espetáculo. foi a última do ´céu´ esse ano….. bom, pelo menos que está agendado. isso me dá um pouco de alívio pois como já disse é um espetáculo muito desgastaste pra mim, mas por outro lado é um espetáculo que dá segurança de dançar, já pude experimentar e descobri diferentes facetas dele. agora seguimos com a remontagem do ´pif´e retomamos o ´só´.
fomos jantar e chegamos no hotel já quase uma da manhã. estava exausto!!!! arrumei minha mala o mais rápido que pude e dormi. na manhã seguinte, já bem cedo, embarcamos de volta para goiânia, mas eu fiquei em são paulo na conexão, para passar o resto da semana (de folga)…
no fim acho que não aproveitei nada de floripa. um bate e volta funcional. uma pena.
5.23.2010
diário de bordo - presidente prudente/SP
chegamos no hotel já de madrugada. uma canseira. a apresentação em marília foi uma confusão. pouco tempo, palco montado, falhas no som..... rolou um choque de realidades pois viemos com o espetáculo da alemanha, em um super festival, onde tudo era impecável, para dançar num micro palco montado num ginásio de esportes. na verdade não há julgamento de valores, melhor ou pior. só muito diferente. mais uma vez aprendizado, experiência e crescimento.
descansei o máximo que pude e já fomos para a apresentação que foi 13h. dessa vez foi num teatro, pequeno. já foi bem mais tranquilo que ontem. como estamos nessas apresentações com um bailarino a menos o nível de cansaço aumentou muito, pois estamos revezando/substituindo as partes que ele fazia. é mais pesado mas é bacana pois nos dá a chance de experimentar outras coreografias, que não dançávamos antes. acaba que de certa forma aprofundamos o olhar sobre o espetáculo, há a chance de vê-lo sob outras perspectivas.
voltamos pro hotel..... passei a tarde na sauna, alonguei, descansei...... sono meio atrasado, conturbado. amanhã seguimos para florianópolis...
cansaço.
5.22.2010
diário de bordo - marília/SP
os dias em goiânia passaram voando. e já embarcamos para uma nova viagem. aliás, descobri que vou viajar incessantemente pelos próximos 2 meses. acho que vou acabar aprendendo a lidar com essa sensação de fluxo constante... a sensação de suspensão perdura. como se eu sentisse e vivesse o efêmero, o instante. parece que não dá pra aprofundar. os diálogos nunca se transformam em algo que renderá frutos futuros. o futuro é agora mesmo, cada quarto, cada ônibus, cada avião, cada abrir e fechar de malas.... pena que tudo parece meio vago e superficial, meio em movimento sempre. estou mais tempo aqui, de frente pro computador do que fazendo algo realmente útil ou produtivo. e assim parece ser com cada um... visito outros quartos e é a mesma cena.... meu colega de quarto.... a mesma cena.... há sempre um computador aberto, uma música rolando. uma tentativa desesperada de se manter "conectado" com aquilo que nos dá sentido, afeto, chão.
bom, no meio da viagem pra marília, me ocorreu que eu já dancei em marília. em 2008, com a cia fragmento de dança, quando estávamos realizando o projeto sesi circulação pelo interior de são paulo. nossa, foi muito muito bacana ter lembrado disso pois automaticamente me remeteu à uma época muito bacana!!! quando ainda morava em são paulo e achava que tudo na minha vida não estava do jeito que eu queria. hehehehehehe.
é muito bacana notar como a noção de nossa própria realidade é relativa. e varia de acordo com o nível de envolvimento emocional que temos com certos espaços, pessoas, sensações. o clima, as cores da cidade, as músicas que estamos ouvindo naquela época. criam um "plasma" de memórias. só que quando estamos vivendo esse contexto nossa percepção é difusa, imparcial. é difícil fazer julgamentos, valorar nossos aprendizados, nossas vivências..... enfim, isso tudo porque voltando pra marília, num outro contexto, totalmente diferente, vivendo um outro "plasma" de memórias e sensações, aquele momento anterior que de perto me parecia tão confuso e me deixava tão insatisfeito é agora, na verdade, uma preciosidade.
chegamos ontem e quando saí para almoçar, por coincidência (nem tanta pois a cidade é bem pequena), fui parar no mesmo restaurante que almocei da primeira vez que vim.... com a outra cia de dança. depois de comer fiz o caminho inverso ao que fiz da primeira vez e a cada esquina ia me lembrando dos passos que tinham sido dados, com outras pessoas, com outras certezas, outros medos.... cheguei finalmente à porta do hotel onde fiquei hospedado da primeira vez. e parei. olhei. foi uma experiência muito nostálgica e muito (não sei bem porque) gratificante.
dançamos hoje na abertura da virada cultural de marília e logo mais à noite seguimos para presidente prudente para dançar na mesma virada cultural amanhã 13h. uma maratoninha cansativa.
só relembrando uma frase antiga que me ocorreu: meu não lugar é comigo mesmo....
lembranças de uma pesquisa distante.
12.13.2009
11.16.2009
vontade
o micro ônibus chegou ao seu destino às 5:20h.
ainda estava escuro, a noite, plena.
mas minha vontade era tocar sua campanhia para um café gostoso ou quem sabe um resto de sono tranquilo.
espreito com o olhar sua janela... e penso.
me forço de volta para minha realidade decantada, à razão que de mim tanto faz parte e que ao mesmo tempo dela fujo... e escondo.
fica o frescor da vontade, a dúvida do sim ou do não, aquela centelha de um fogo que balança e me esquenta.
agora meus olhos pesam e o sono me toma. descansarei buscando sonhar, com o toque, o olhar.
me calo.
ainda estava escuro, a noite, plena.
mas minha vontade era tocar sua campanhia para um café gostoso ou quem sabe um resto de sono tranquilo.
espreito com o olhar sua janela... e penso.
me forço de volta para minha realidade decantada, à razão que de mim tanto faz parte e que ao mesmo tempo dela fujo... e escondo.
fica o frescor da vontade, a dúvida do sim ou do não, aquela centelha de um fogo que balança e me esquenta.
agora meus olhos pesam e o sono me toma. descansarei buscando sonhar, com o toque, o olhar.
me calo.
10.19.2009
sadness
entre um café e outro, a espera, a angústia, a dúvida, a confusão mental.
os estímulos, as mudanças, as vontades, os desejos, o sonho finalmente realizado.
entre o sonho e o real. entre o céu e a boca. o agora.
e eu no meio, chorando, sonhando, querendo, cedendo, perdendo...
perdendo o amor. ganhando todo o resto.
de que lado da balança eu devo apoiar o meu dedo e fazer o prato abaixar?
porque não pego os dois pratos e levo embora?
estou triste. estou assim... cansado, exausto. preenchido e realizado, triste e desamparado.
sem saber se vou ou se fico... se arrisco correndo o risco....
ou se me fixo e me transformo nisso que talvez já era o que me espera... desde ontem. desde sempre.
me calo.
os estímulos, as mudanças, as vontades, os desejos, o sonho finalmente realizado.
entre o sonho e o real. entre o céu e a boca. o agora.
e eu no meio, chorando, sonhando, querendo, cedendo, perdendo...
perdendo o amor. ganhando todo o resto.
de que lado da balança eu devo apoiar o meu dedo e fazer o prato abaixar?
porque não pego os dois pratos e levo embora?
estou triste. estou assim... cansado, exausto. preenchido e realizado, triste e desamparado.
sem saber se vou ou se fico... se arrisco correndo o risco....
ou se me fixo e me transformo nisso que talvez já era o que me espera... desde ontem. desde sempre.
me calo.
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8.06.2009
mudanças e voltas
"É engraçado estar de volta em casa.
A mesma aparência, o mesmo cheiro, a mesma sensação.
Você se dá conta de que o que mudou, foi você."
occdbenjaminbutton
A mesma aparência, o mesmo cheiro, a mesma sensação.
Você se dá conta de que o que mudou, foi você."
occdbenjaminbutton
3.22.2009
pontuação rarefeita
acabou de me bater uma sensação ótima de tranquilidade, felicidade..
são raros os momentos em que conseguimos ficar assim.... quietinhos.... e tão contemplado por tudo que está a nossa volta.
um ano atrás tudo era turvo e denso.
um ano depois tudo está mais translúcido e rarefeito.
estou feliz com a tranquilidade.
anseio buscar a sabedoria para manter esse estado.... identificar meus pontos fracos e agir diferente em relação a eles.....
e amanhã segue o início de mais uma semana...
são raros os momentos em que conseguimos ficar assim.... quietinhos.... e tão contemplado por tudo que está a nossa volta.
um ano atrás tudo era turvo e denso.
um ano depois tudo está mais translúcido e rarefeito.
estou feliz com a tranquilidade.
anseio buscar a sabedoria para manter esse estado.... identificar meus pontos fracos e agir diferente em relação a eles.....
e amanhã segue o início de mais uma semana...
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