Mostrando postagens com marcador metafísicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador metafísicos. Mostrar todas as postagens

1.09.2011

sobre a árvore

hoje chorei. hoje chorei uma pontinha do ano que se foi. hoje chorei tudo aqui dentro. um pouquinho de cada coisa.
chorei meus erros, meus equívocos, meus acertos, minhas dúvidas, meus medos.
queria poder ter chorado mais. queria poder chorar mais sempre. transbordar foi bom.
assisti ao filme "a árvore" que me tocou lá dentro. perto daquilo tudo que mantenho guardado, até pra mim mesmo. meus velhos anseios, vontades. a arte grande que me confunde e me move. vontade de ser grande, de ser poeta, de ser iluminadamente belo.
preciso retomar meus pensamentos, meu caminho de arte. quais os lugares que nos habitam? que imagens estão lá? que representações, metáforas usamos todos os dias de nossas vidas pra simplesmente seguir em frente? construímos casas todos os dias, meses, anos..... umas vão caindo... o vento leva.... pegamos tudo, colocamos em malas e seguimos. que simbologias carregamos? e quais escolhemos deixar? esquecer?
se pudesse, escolheria deixar aquelas que não gosto quando vejo fazendo parte de mim.... sendo egoísta, mesquinho... confuso. confuso com o espaço do outro, a casa do outro. a grandeza do outro. injusto.

é maravilhoso sentir essa inspiração, esse transbordar de vontades, sons, imagens, movimentos.
espero transformar tudo isso.... em ações duradouras. aproveitar meus aspirantes 26 anos que chegam pra direcionar toda essa energia pra construção. construção de estruturas, vigas, cuidadosamente pensadas e organizadas. construção de casas.... simbólicas, reais.

sou.

3.30.2010

desencontros e desencontros

desencontros e desencontros.
a repetição de um erro.
a dúvida se é de fato um erro.
a alimentação de algo que não existe mais.
a esperança de reverter....
não sei se por vontade, culpa, carência ou de fato necessidade.
a idéia de alguém como encontro.
que só faz desencontrar.
os acasos reféns do destino.
que parece nunca colaborar e sempre prega peças, brinca, ironiza.
a saudade vira carência, necessidade.
como ter foco com os sentimentos que adoram ser desfocados, turvos,
e se misturam e se mascaram e se travestem.
são soturnos, malandros, adoram o jogo de jogar comigo.
preciso voltar pra mim, me buscar lá de novo mais uma vez.
sensação de impontência diante dos acontecimentos: pura comodidade, pura falsidade.
me engano pois é mais fácil. me questiono sem razão pois é como se soubesse
todas as respostas para todas as minhas perguntas.
me encontre vai.
se encontre vai.

12.12.2009

exorcismo

estou dentro de um grande funil. que suga tudo pra dentro de seu ponto único.
não tenho escolha. não tenho escapatória. é o único caminho possível.
dar de cara com meus fantasmas. com minhas partes mais podres. com aquilo que não sei olhar.
e fecham-se os ciclos, os caminhos. as decisões chegam no seu destino.
vamos assumir. vamos ter FORÇA para assumir as escolhas, as dúvidas, as incertezas.
exorciso meu corpo. expurgo aquilo que não sei olhar. sem saber, vivo, olho. não gosto. mas não tenho outra opção.
vamos ter FORÇA porque o ano não acabou, o mês não acabou, a vida não acabou.
malditos ciclos que sempre têm que ser fechados, finalizados. malditos que terminam.
quero a incerteza, quero o MEIO, quero o impasse, quero a indecisão. sonho, impossível.
então que transbordem. entrem em erupção emoções malditas. sentimentos que me rasgam!
venham pra fora e acabem de uma vez de me acabar!
a volúpia, o desejo, sou grande, sou tudo, então AGUENTA! pois tudo que é intenso DÓI.
e a dor me alimenta, me corrói e me mantém vivo. único caminho possível. paradoxo.
via dupla que me vicia, dor e vontade.
então que transbordem. choro maldito que chega, que não dá conta de chorar. que me trava.
vontade de gritar, fúria, transformar meu corpo em raio, vento e chuva. grito surdo. ninguém ouve.
porque duvido da minha força? do meu tamanho? porque sou tão ingrato comigo mesmo?
alguém me ajude a exorcisar meus fantasmas corporais. exorcisar minha mente.
meu corpo, minha dádiva e minha perdição.
fujo, corro muito, viro raio, vento e chuva e dou de cara comigo mesmo. sem saída. sem escapatória.
FORÇA. . .

10.19.2009

sadness

entre um café e outro, a espera, a angústia, a dúvida, a confusão mental.
os estímulos, as mudanças, as vontades, os desejos, o sonho finalmente realizado.
entre o sonho e o real. entre o céu e a boca. o agora.
e eu no meio, chorando, sonhando, querendo, cedendo, perdendo...
perdendo o amor. ganhando todo o resto.
de que lado da balança eu devo apoiar o meu dedo e fazer o prato abaixar?
porque não pego os dois pratos e levo embora?
estou triste. estou assim... cansado, exausto. preenchido e realizado, triste e desamparado.
sem saber se vou ou se fico... se arrisco correndo o risco....
ou se me fixo e me transformo nisso que talvez já era o que me espera... desde ontem. desde sempre.
me calo.

7.23.2009

árido

voltar pra goiânia:
sol a pino, calor, tempo SECO SECO SECO...
e as danças são fluidas. (ou não tão fluidas assim...)
quando se chega ao fim como faz pra achar outro começo?

6.14.2009

enfim

começando de novo, tudo de novo.
enfim, a esperança de um ciclo novo que me leve para um lugar mais tranquilo.
saudades daquilo que fica.

3.08.2009

meio

estou na METADE. um já se foi. um falta para o término.
lucidez se torna presente, vivendo o presente dia a dia, tentando somente..... ser.
filtros. filtrar.
acho que viver é saber filtrar, observar, escolher, aquilo que parece menos.... ultrajante.
o caminho do autoconhecimento parece que nunca acaba.
perceber é antes de tudo, ter clareza de si.
sono.

9.11.2008

fênix


e eu continuo atrás desse tal de caminho que não sei pra onde leva.....
será que a busca um dia acaba?



5.31.2008

...

nunca senti isso antes.
por instantes, tudo ficou turvo.
não entendi muito bem em que vibração estava entrando.
falência do corpo, expansão do espírito.
prazer.

1.19.2008

espera

a ponto de....
a espera de....
a conjunção de....
sempre no limite de....
cansaço.